Veja o que foi publicado no Marxismo Online sobre o modo de produção capitalista:
Todo dia 7 de setembro é comemorado o dia da independência do Brasil. Até onde, porém, podemos dizer que o Brasil é independente? Qual a extensão de sua independência? Vejamos os fatores econômicos, políticos e sociais que podem atestar a suposta soberania brasileira.
Em uma semana, um artigo e uma notícia me chamaram a atenção. O artigo, sem grandes novidades, é um compêndio de citações da mídia golpista – a mesma mídia golpista que vemos por aí – saudando entusiasticamente o golpe militar de 1º de abril de 1964. A notícia, embora não seja exatamente uma novidade, é de extrema importância, pois documenta aquilo que já sabemos: os Estados Unidos da América tentam constranger o governo brasileiro através da mídia empresarial. Como faz questão de lembrar o sociólogo Emir Sader, o imperialismo é a fase atual do capitalismo.
Há décadas a política mundial gira em torno do paradigma neoliberal. Em 1995, Emir Sader e Pablo Gentili já reivindicavam a criação de um “pós-neoliberalismo”, mas isso não me parece suficiente. Não é que eu ouse discordar da necessidade de se superar o neoliberalismo, mas a superação dele exige a formação de um novo paradigma, não pós-neoliberal, mas um paradigma que se afirme positivamente, como algo concreto pelo que lutar, e não algo contra o que lutar.
Sweezy cita vários marxistas para mostrar que também eles são subconsumistas, ou dão importância ao subconsumo. Chega até mesmo a citar Lênin, dizendo que “os únicos autores marxistas, além do próprio Marx, que compreenderam corretamente a relação geral entre desproporção, subconsumo e crise foram Lênin e seus seguidores”. Isto é bem verdade, mas vejamos o que o próprio Lênin diz sobre o assunto:
A economia política marxista se explica a partir das relações de produção. Assim se dá não somente com o funcionamento progressista do capitalismo, como também com suas crises. No entanto, alguns daqueles que se dizem marxistas não compreendem isto e tentam explicar as crises, não como crises de superprodução, mas de subconsumo – elas aconteceriam devido à falta de “demanda efetiva”.
A compreensão das partes que compõem o valor é fundamental para a compreensão de como se dá a reprodução ampliada do capital – é justamente na composição do valor que reside o segredo para se compreender como é possível que uma sociedade aumente seu capital. A importância dessa compreensão fica clara quando se sabe que os economistas liberais falharam justamente ao não ver o capital constante.
Como disse na seção anterior, o valor de uma mercadoria corresponde ao montante de trabalho socialmente necessário à sua produção. Por conseguinte, a especificidade do capitalismo como expressão máxima da divisão e da alienação do trabalho leva o valor de troca a ser composto por três partes: o capital preexistente, a parte do valor adicionado que corresponde aos custos de manutenção do trabalhador, e a parte deste valor que é alienada pelo capitalista.
Para entender como a força de trabalho diferencia o capitalismo dos demais modos de produção, é preciso explicar o que é o valor de troca (ou simplesmente “valor”) e qual a sua composição.
Capitalismo e mercado é o primeiro capítulo de minha monografia de conclusão do curso de história na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Publicarei esse capítulo teórico item por item, todo sábado até o dia 28/11/2009. Os itens são os seguintes: O que é capitalismo, O valor das mercadorias, As partes que compõem o valor, A reprodução ampliada do capital, Os limites da reprodução ampliada: superprodução x subconsumo (parte I) e Os limites da reprodução ampliada: superprodução x subconsumo (final). Por fim, o texto será publicado apenas com pequenas adaptações ao correr dos anos e ao blog. Faça bom proveito!
A crise atual do sistema capitalista mundial, em essência, não difere das crises anteriores. A grande mídia, controlada pela classe dominante – a burguesia – chama-a de “crise financeira”, mas, sem meias palavras, é simplesmente uma crise de superprodução, categoria já tão bem estudada por Marx e outros pensadores.

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