Veja o que o Marxismo Online publicou sobre o conceito de luta de classes:
O Conselho de Segurança Nacional foi criado num ambiente de profundo anticomunismo e contra qualquer violação à ordem social. Após um conturbado período entre o fim do Estado Novo e o golpe militar de 1964, em que um modelo de desenvolvimento soberano e um modelo de desenvolvimento associado ao capital estrangeiro disputavam os rumos do Brasil, tal Conselho se reúne para decidir algo de sumo interesse americano: a posição do Brasil em relação à expulsão de Cuba da OEA e o rompimento das relações diplomáticas com a ilha caribenha – ou seja, viria a selar a opção pelo desenvolvimento dependente das potências imperialistas.
Agora que o debate do novo programa socialista do PCdoB já está quase chegando ao fim (no início de novembro ocorrerá o congresso, mas as conferências estaduais já ocorreram todas), convém falar da minha contribuição ao debate. Não por me achar demasiado importante, mas como uma forma de preservar a memória do 12º Congresso do Partido Comunista do Brasil e das conferências no Distrito Federal. O texto abaixo é, aproximadamente, minha intervenção na conferência do PCdoB-DF, reconstruída a partir das anotações que usei. Na conferência de Brasília (basicamente a região do Plano Piloto), falei também da necessidade de o Partido estar atento aos quadros que cotidianamente pensam o Estado brasileiro, notadamente os servidores públicos militantes do PCdoB. Além disso, contribuí também com dois textos à Tribuna de Debates, onde ainda está acontecendo um debate muito rico. São eles: Considerações acerca da questão constituinte, e Reforma e revolução. Ambos os textos serão publicados na edição especial do jornal A Classe Operária. Vamos à fala:
As próprias revoluções burguesas ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX demonstraram claramente qual era a “força motriz de todo o desenvolvimento”: a luta de classes. Justamente então, quando a burguesia parecia finalmente vitoriosa, ficou claro que o capitalismo representava não apenas a liberdade da burguesia, mas ao mesmo tempo “um novo sistema de opressão e exploração dos trabalhadores.”

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